Stu Ungar: saiba tudo sobre o "melhor de todos os tempos"

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January 10, 2022 3:52 pm

Stu Ungar: saiba tudo sobre o “melhor de todos os tempos”

Stu Ungar foi um jogador ao qual muitos profissionais de poker, sejam eles vencedores de braceletes, jornalistas e até mesmo donos de cassinos, ainda o consideram o melhor jogador da história. E isto não é uma surpresa, já que nenhum jogador de poker jamais fez uma carreira tão rápida e bem-sucedida quanto ele.

Stu nasceu em setembro de 1953 em Manhattan. Na escola, ele era excelente em matemática. O pai de Stu estava intimamente associado à máfia e dirigia um bar, onde jogos de azar ilegais eram organizados à noite. Aos oito anos de idade, o futuro profissional tentou jogar poker pela primeira vez, e aos 10, ele fez sua primeira aposta em corridas de cavalos.

Stu era uma ótimo aluno, mas teve que deixar a escola para sustentar sua irmã e sua mãe doente quando seu pai morreu. Aos 15 anos de idade, ele conheceu o bandido mafioso Victor Romano. Ele se tornou sua “proteção” em troca de um quinto de suas vitórias. Tendo um “apoio” tão forte, o jovem começou a jogar por toda a cidade.

O jovem talento tornou-se famoso em todo o país e em pouco tempo, as pessoas já faziam fila desejando vencer Ungar, mas ninguém conseguiu.

Aos 15 anos de idade, Stu parecia um garoto de sete anos de idade, pois era muito “baixinho”. Talvez para equilibrar as coisas, ele jogava num estilo bastante agressivo. Ele lia facilmente as cartas de seus adversários, o que fazia com que eles tiltassem e ficassem bravos, afinal, foram “ownados” por um adolesente.

Ungar apostou seus ganhos em cavalos. Em suas entrevistas, Stu explicou mais tarde que ele “tinha gostado do processo de jogo em si ao invés de ganhar”.

Mudança para Las Vegas

Como outros jogadores da época, Ungar não tinha planejamento de bankroll e logo começou a se endividar. Dessa forma, seu “apoio” da máfia não podia mais protegê-lo. Em 1976, o jogador teve que deixar Nova York e mudar-se para Miami, Flórida, na esperança de encontrar mais ação lá, mas um ano depois, em 1977, Stu foi para Las Vegas. 

Quase imediatamente após chegar à capital do jogo, ele ganhou o torneio de gin-rummy, conhecido no Brasil como caixeta, tendo ganho US$50.000. Ele usou esse dinheiro para cobrir parte de suas dívidas em Nova York. Depois disso, ele ganhou US$100 000 do lendário jogador Danny Robinson em uma partida de stud e se estabeleceu em Las Vegas com sua namorada, que mais tarde se tornou sua esposa.

Durante muito tempo, Ungar se especializou em jogos de gin, mas logo alcançou tal habilidade que mesmo os melhores trapaceiros de cartas não queriam jogar com ele e devido a este fato, teve que mudar para o blackjack. O talento de Stu também se manifestou neste jogo, e em pouco tempo, ele foi proibido de jogar quase todas as mesas de blackjack em Las Vegas.

Por esta razão, Ungar decidiu se concentrar no poker. Pela primeira vez, sentado na mesa do maior stake de Las Vegas na época e com um buy-in de $20K, ele perdeu tudo. Apenas um dia e meio depois, o jogador voltou e ganhou US$47.000 no mesmo lugar.

Em 1980, ele jogou no WSOP pela primeira vez, tendo vencido Doyle Brunson no heads-up do Main Event. Naquela época, Ungar recebeu US$365.000 de premiação, seu primeiro bracelete da WSOP e ficou famoso em todo o mundo como “The Kid”, o “garoto” que havia vencido os lendários profissionais.

O segundo bracelete do Main Event da WSOP

Um ano depois, Stu ganhou seu segundo bracelete da WSOP em um evento paralelo e, no dia seguinte, conquistou o título de campeão do Main Event novamente, tendo ganho US$375.000 e o terceiro bracelete da WSOP em sua carreira. Este foi um resultado fenomenal, mas, infelizmente, acabou tendo consequências negativas. 

A segunda vitória consecutiva levou o jovem jogador a exaustão e também a uma egotrip, típica de quem conquista o sucesso muito cedo. Nesse ponto, Stu se tornou um viciado em cocaína, e levou um bom tempo até que ele pudesse ser vitorioso em grandes torneios novamente.

O estilo de jogo de Stu Ungar

Competindo muito antes do Texas Hold’em ter sido “decodificado” por algoritmos computacionais, solvers, HUDs e simulações estatísticas, Ungar já sabia o que o No-Limit realmente significava. Ao invés de jogar um jogo passivo de “esperar para ver”, o que era comum na época, Ungar colocava seus oponentes à prova sempre que possível.

Se eles checassem, ele apostava. Quando eles apostavam, ele dava raise. Para ter uma ideia da mentalidade de “assassino do poker” que ele tinha, confira como Ungar descrevia seu estilo de jogo:

“Quando as cartas são dadas, eu só quero destruir as pessoas. E gosto de assisti-las caindo miseravelmente aos meus pés quando jogam comigo. Eles mostram um certo olhar nos olhos como se percebessem que jamais poderiam ganhar de mim. É algo muito bonito de se ver.”

É claro que os anos 80 já se foram e, com eles, o interminável mar de fishes esperando para serem pescados. Os jogadores da era moderna dissecaram o Texas Hold’em por completo, e jogar um estilo similar ao de Ungar no jogo de hoje poderia ser considerado “explorável”.

No entanto, todos nós podemos aprender algo sobre a agressão precisa de Stu Ungar dando uma olhada nas mãos jogadas por ele, algo que, graças ao acervo da internet podem ser encontradas no YouTube ou sites especializados em manter arquivos de mãos antigas.

Vida pessoal

A vida de casado de Stu Ungar não foi a mais fácil. Em 1982, o jogador de poker se casou com Madeline Wheeler, que já tinha um filho chamado Richie, do primeiro casamento. Meses depois, nasceu a filha do casal, Stefanie, e Richie tomou o sobrenome de seu padrasto. Eles eram realmente muito próximos e Stu o tratava como filho. Contudo, o casamento não impediu que Stu levasse uma vida perigosa. Ele era viciado em drogas e não passava tempo com a família.

Como resultado, Madeline e Stu se divorciaram em 1986, e três anos depois, o enteado de Ungar cometeu suicídio. Esta tragédia foi muito dolorosa para Stu, e o jogador mergulhou ainda mais no mundo das drogas. Devido a este estilo de vida, ele até mesmo parou de jogar poker por algum tempo e voltou para as mesas de jogo somente quando não havia mais dinheiro.

O terceiro bracelete do Main Event da WSOP

Em 1997, Billy Baxter, amigo de Ungar, acabou convencendo-o a participar do Main Event do WSOP e até pagou o seu buy-in ($10.000). Em alguns dias, Stu tornou-se o campeão do Main Event da WSOP pela terceira vez, recebendo a premiação de US$1.000.000 – foi o prêmio recorde em dinheiro naquela época, e ele deu a Billy metade desta quantia.

O jogador dedicou esta vitória a sua filha, a quem ele constantemente chamava durante os intervalos do torneio e falava de seus sucessos na mesa.

Seis meses depois, não havia sobrado mais nada daqueles US$500.000, mas ninguém concordou em emprestar-lhe dinheiro estando ciente do vício do cara em drogas. De acordo com testemunhas oculares, naquela época, ele já parecia um “morto vivo”.

Stu Ungar foi encontrado morto em 22 de novembro de 1998, em Las Vegas, em seu quarto de hotel. A morte foi resultado de doenças cardíacas causadas por anos de abuso de drogas. No entanto, nenhuma droga foi encontrada no quarto. Doyle Brunson, relembrando esta situação, disse: “Todos se sentiram péssimos, mas não foi uma surpresa”.

Em 2001, Stu foi admitido postumamente no Hall da Fama do Poker. Muitos jogadores ainda o consideram o melhor jogador da história do poker.

Fatos interessantes sobre Stu Ungar:

  • Ao longo de sua carreira no poker, Stu Ungar, (além dos jogos oficiais) participou de muitos torneios privados de high stakes, muitas vezes vencendo-os. Há rumores de que ele ganhou cerca de US$30.000.000 jogando poker, mas gastou todo o dinheiro em drogas, bebidas e cassinos;
  • Stu Ungar guardava todo o seu dinheiro em casa, inclusive as premiações;
  • O jogador de poker nunca teve um passaporte de viagem ao exterior, contas bancárias e a maioria dos documentos básicos que as pessoas têm;
  • Ele foi o tricampeão do Main Event do WSOP. Somente Stu Ungar e Johnny Moss mostraram um resultado assim em toda a história do poker;
  • Em 2003, o filme sobre a vida de Stu chamado “High Roller: A História de Stu Ungar” foi filmado. Al Bernstein foi quem interpretou a lenda do poker;
  • Stu Ungar foi o campeão mais jovem do WSOP daquela época.
  • Stu Ungar tinha um QI alto e memória fotográfica. O jogador usava esta habilidade para contar cartas e, portanto, era proibido de jogar blackjack e uma série de outros jogos de cartas na maioria dos cassinos;
  • Em 1977, Ungar fez uma aposta de US$100.000 com Bob Stupak, dono de um cassino. De acordo com a aposta, Stu teve que adivinhar a última carta dada por uma máquina de baralho contendo 6 baralhos contando as cartas. Como resultado, Ungar ganhou esta aposta;
  • Quando Stu tinha 15 anos, um de seus oponentes tentou atirar uma cadeira nele durante o jogo. Depois de um tempo, esse cara foi encontrado morto. 
  • Em 1982, Ungar foi multado pela comissão de jogo de New Jersey por supostas trapaças durante o jogo de blackjack. Ele ganhou o caso, evitando uma penalidade de US$500, mas os custos da ação judicial foram cerca de US$50.000. O que importava para Stu era não manchar sua reputação;
  • A biografia de Stu Ungar foi publicada em 2005 por Nolan Dalla e Peter Alson. O livro foi intitulado “One of a Kind: The Rise and Fall of Stuey ‘The Kid’ Ungar, o maior jogador de poker do mundo”;
  • Em 2006, o documentário com o mesmo título recebeu um Emmy. O filme incluiu entrevistas com a ex-mulher de Stu e sua filha, assim como com outras pessoas que conheciam o jogador pessoalmente;

E talvez o fato mais curioso de todos…

Em 1990, Stu Ungar ficou em 9º lugar no Main Event do WSOP, tendo recebido US$25.000. O jogador terminou em nono lugar apenas porque não compareceu à mesa final do evento em razão de uma overdose (ele foi encontrado inconsciente em um quarto de hotel).

Sim, ele perdeu a chance do quarto bracelete do Main Event da WSOP. Imagina você chegar até a decisão do torneio e não comparecer à mesa final? Lamentavelmente, foi o que aconteceu com Stu por causa das drogas, mas ele certamente foi, e sempre será o único jogador a “faltar” a uma mesa final de Main Event da WSOP. São essas e outras que dão a ele o status de “lenda”.

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No artigo de hoje, você pôde conhecer a história de Stu Ungar, o “The Kid”, nome lendário e vencedor de três braceletes do Main Event da WSOP, além de ser considerado por muitos como o melhor jogador de poker de todos os tempos.

Você também pôde saber um pouco mais a respeito do estilo de jogo de Ungar e como ele “triturava” seus adversários. Muitos conceitos praticados por ele são válidos até o dia de hoje e podem lhe garantir muito lucro jogando poker online.

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